Filland
Às vezes só precisamos de um pequeno empurrão da vida para perceber, de uma vez por todas, que o caminho que tentávamos [teimosamente] trilhar não é o certo. E então precisamos arregaçar de novo as mangas e voltar à estaca zero. Porque não? "Há os que se queixam do vento. Os que esperam que ele mude. E os que procuram ajustar as velas." Eu aposto nesta última hipótese e torço para que o universo me sopre um bocadinho de sorte. Só isso. O resto é o trabalho de todos os dias. *Miss Glitering
13 Abril, 2012
12 Abril, 2012
18 Março, 2012
06 Março, 2012
E a propósito dos 29...
O melhor é não pensar muito no que foi. Olhar para o que vem e agradecer pelo que se tem. Aceitar que não somos sempre fortes, que podemos ter momentos, de dúvida e incerteza, aprender a lição e manter essa convicção {forte} de que nada, mesmo nada, acontece por acaso. Nem os dias de chuva.
03 Março, 2012
29 Fevereiro, 2012
Este menino procura novo/a dono/a
Chrysler PT Cruiser 1.6 Limited (5 lugares e 5 portas), Dezembro de 2003. Combustível: Gasolina. Kms: 106 000, Rádio com CD, ABS, Airbag, Alarme, Direcção Assistida , Fecho Central com comando , Sistema Imobilizador, Tracção às 4, Ar condicionado, tecto de abrir, Espelhos Eléctricos, Estofos em Pele, Faróis de Nevoeiro, jantes de liga leve e pintura metalizada. ÚLTIMA INSPECÇÃO REALIZADA EM 12/2011.
Motivo de venda: Viver no centro de Lisboa, não ter estacionamento e não necessitar de carro. Está em óptimo estado. 8.500 (negociáveis)
27 Fevereiro, 2012
23 Fevereiro, 2012
Porque me revejo em muitas destas palavras...
Os meus pais sempre alimentaram a ideia de que um dia eu seria médica. Até ao 9º ano de escolaridade fiz-lhes a vontade. Aos quinze anos bati o pé, fui sozinha inscrever-me no liceu, e sai de lá com a matrícula em Humanidades certa de que seguiria Relações Internacionais. Quando acabei a minha primeira licenciatura, com uns frescos vinte e dois anos, alguns colegas em jeito de gozo, escreveram nas tão afamadas fitas de curso “então boa sorte para o curso de Direito e um dia encontramos-te na ONU” [estão guardadas em Lisboa, qual relíquia, para quem as quiser ver] perfeitamente convictos de que uma segunda licenciatura e meter os pés nesta organização não passavam de devaneios de uma miúda parva. Hoje, dezasseis anos depois, são precisamente aqueles que telefonam e enviam e-mails sempre que têm uma dúvida jurídica qualquer [como se eu tivesse a porra dos códigos enfiados na cabeça] e se interessam muito em saber como correm as coisas em Timor.
Eu admito, sim, admito que para algumas pessoas possa parecer algo presunçosa esta forma de estar na vida por parte de quem sempre soube desde muito cedo o que queria. Aceito, com alguns limites, que as pessoas questionem esta mania de planear os meus caminhos, me determinar em fazer as coisas acontecer e com trabalho chegar sempre onde me propus. E lamento, pá, lamento profundamente que quem teima em questionar a minha ida para Bruges* não tenha tido a sorte de ter uma avó como a minha. Alguém que lhes dissesse que as pessoas, na vida, podem ser quem quiserem e que não precisam do consentimento alheio para serem felizes. Que as pessoas, na vida, podem ir lá longe, correr mundo e voltar sem ter medo. E que quem somos e o que queremos é determinado pelo nosso coração, pelo carácter que temos, pelo que fazemos todos os dias, pela forma como tratamos o próximo e nunca pela língua viperina dos outros. Tão simples quanto isto.
* Amores, ponham-se na fila. Durante 26 anos vivi lado a lado com uma senhora que não dava um centavo por mim. Que todos os dias, todos os santos dias, me dizia repetidamente que eu nunca haveria de ser ninguém, que eu nunca chegaria a lado nenhum, que vinte valores por cada exame não era absolutamente nada de especial, que eu seria sempre uma desgraçada sem casa para viver, que nunca ganharia para me sustentar, que quem é que eu pensava que era para ir agora aos vinte e picos tirar um mestrado na Universidade Católica e aos trinta anos enfiar-me numa faculdade de direito, que nunca patrocinou uma puta de uma fotocopia, que ostensivamente me repetia para não contar com o dinheiro dela porque as minhas opções eram as minhas opções [quando eu cheguei a ter dois empregos e a estudar à noite ao mesmo tempo], que, que, que [que nem vale a pena continuar]. Acontece que esta senhora cresceu sem pai, nunca teve uma avó como a minha, até aos vinte e seis anos fez-me a vida num inferno mas tornou-me imune a certos comportamentos [e só por isso lhe agradeço]. Por isso, bem vêem. Ponham-se na fila. O máximo que conseguem daqui é um encolher de ombros.
Porque esta menina se expressa de uma maneira invejável.
Grande Maria!!
22 Fevereiro, 2012
16 Fevereiro, 2012
14 Fevereiro, 2012
13 Fevereiro, 2012
12 Fevereiro, 2012
11 Fevereiro, 2012
10 Fevereiro, 2012
09 Fevereiro, 2012
07 Fevereiro, 2012
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